domingo, 18 de agosto de 2013
Um texto repleto de sexualidades, ambiguidades, elegância e reflexão. Muita reflexão.
Sem muitas enrolações, hoje eu queria falar sobre um assunto que pode ser um tanto quanto polêmico, mas necessário. Um assunto que por muito tempo me persegue e persegue muita gente como eu. Porque, acreditem ou não, existem sim pessoas como eu.
Sexualidade.
Desde que me conheço por gente o mundo me cobra pra saber sobre minha sexualidade. Sou heterossexual? Sou Homossexual? Um extraterrestre?
Deixem-me antes perguntar algo a vocês: O que isso te interessa, vai mudar o que na sua vida?
Todo mundo sabe que eu sou diferente. Eu me sinto diferente e faço questão de mostrar que sou, em muitos aspectos. Mas no meu ponto de vista, sexualidade não é algo que eu deva estampar na minha cara.
De fato, muitos homossexuais da minha cidade (e talvez de outros lugares do mundo) não gostam de mim e a maioria deles nunca trocou uma palavra comigo. A justificativa que um deles dá (que eu fiquei sabendo, não achem que eu não tenho amigos) é que eu "não saio do armário".
Mas pera.
Porque as pessoas deveriam? Quais os bons motivos?
E, honestamente, de que armário estamos falando? Eu nunca estive em armário algum. Mas existem leis na sociedade e que deveriam ser seguidas: "Elegância". "Classe". "EDUCAÇÃO". "Respeito".
O recado vai, não pra ridicularizar, mas para reflexão.
Ninguém precisa saber o que você faz na sua intimidade. Você ser gay não precisa ser um letreiro de motel enorme pendurado na sua cabeça. Sexualidade não é e não deve ser cartão de visita de ninguém.
"Se você é homem seja. Quer pegar homens, vá lá e pegue. Não grite ao mundo." - Larissa Evaristo
E o aviso também é o mesmo para as homossexuais do sexo feminino.
Acho que na verdade o grande problema do mundo no século 21 é esse. O querer aparecer, ter que berrar aos sete ventos o que está fazendo. Fica a pergunta, pra onde foi a elegância?
Falido "simancol"....
Se você quer aparecer, pelo menos tente ser original, não parta pro clichê da sexualidade, é apelação. Seja o que você é e o mais importante de tudo, saiba quem você é. Ninguém vai fazer isso por você, mesmo que indiretamente você queira, sendo homem e usando salto alto. Sendo mulher e deixando barba crescer. Se olhe no espelho e pergunte a si mesmo: "Quem sou eu?"
E pouco importa o que os outros pensam o que é você.
E acho que por hoje é só o que eu tinha pra dizer.
Mais uma vez, sem perder o mau humor e o lado cômico:
Vão cuidar da vida de vocês.
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2 comentários:
É como aconteceu comigo, a pessoa perguntou "Você não gosta de mim por que sou gay", e eu respondi "Não, só não gosto de você.
Parando pra refletir, o que diabos a sexualidade dos outros importa a você? Ou ainda oque sua própria sexualidade importa?
Me considero heterossexual mas não vejo o menor problema em alguém ser homossexual ou comer animaizinhos (mas o ibama sim). Isso é, as pessoas se prendem aquilo que o mundo globalizado nos ensinou, "atenção". Essa grande atenção é justamente o pior problema dos adolescentes hoje em dia, que lutam e transformam a si mesmos nuns programas de TV.
Ora, eu gosto de mulheres, e não tem nada além disso, nenhum sentido divino ou etc. Só gosto e pronto.
Ele ou ela gosta de pessoas do mesmo sexo. Idai?
Se você ficar rotulando tudo e todos, só vai virar mais um "produto" e não ser quem você é.
Léo e seus textos reflexivos... bom...gostei!
Algo que eu acho importante e sou a favor é: a pessoa pode ser gay, gostar de quem ela quiser e como quiser. Um rapaz ser homossexual, não ficará sem a sua virilidade; a mulher ser homossexual, também não ficará sem a sua feminilidade. Falta um pouco disso nas pessoas e, principalmente, em pessoas que são homossexuais.
De fato, a sociedade não vê com bons olhos os homossexuais e acho que é um pouco de "culpa" dos próprios homossexuais. Assim como, "culpa" dos próprios heteros.
Legal o seu texto!
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