sábado, 14 de março de 2015

É zero ou oitenta.

Não gosto de metades. 
Nunca gostei.
Ou eu compro um bolo pra mim ou fico com fome. Do contrário eu provavelmente não vá pedir metade do seu.

Sempre fui assim, é tudo ou nada. Minha mãe sempre me dizia que eu era muito "8 ou 80". Discordo. Aí que vem o título do post, 8 é pouco. 8 é quase nada. QUASE.
Prefiro o zero. Prefiro nada. Prefiro nunca conhecer como é do que ter só um gostinho de algo que eu nunca mais vou experimentar.
E apesar disso se aplicar muito a comida, a filosofia vai bem além do estômago.

Chuveiro? Ou quente, ou gelado. Morno não. Morno fica bom na cabeça mas me dá frio nos pés.

Trabalho da faculdade? Ou eu faço o melhor,ou eu simplesmente não faço. Nada de trabalho "mais ou menos"... porque mais ou menos não é mais, nem menos, oras. É metade!

Quando eu gosto de alguém? Ah, essa é a parte mais problemática.
Não sei gostar pouco. Não sei gostar mais ou menos. Não sei "considerar" ninguém.
Ou eu amo você ou eu te odeio.
Tem também as pessoas que eu simplesmente fecho os olhos e finjo que não existem. O que não deixa de ser um extremo.

E vejam, considerando meu jeitinho psicótico de ser, gostar de alguém é uma realidade que poucas vezes se repete. Isso se reflete muito claramente na minha vida:
Minha roda de amizades, não diria que ela é vasta. Tenho poucos e ótimos amigos muitos deles eu conheço há anos! Amigo meu é parte da família, praticamente.
Então, se um dia eu dizer que eu gosto de você, saiba que  você faz parte de um grupo pequeno e seleto!
Isso também se mostra na quantidade de relacionamentos (namoros) que eu já tive na vida: Dois. E bom, não sei vocês, mas eu considero bem pouco pra uma pessoa de 19 anos, quase 20.

Nunca soube deixar rolar e ver no que dá. Aliás, ultimamente ando tendo problemas com isso. To tentando deixar rolar, mas simplesmente não to conseguindo. Parece que to parado. Parado aonde?
NO MEIO.
Ou é uma coisa ou não é porra nenhuma, me deixa quieto.

Talvez você esteja pensando "ai nossa mas isso é muito egoísmo". Bem, eu nunca disse que não era.
E aliás, prefiro pensar que eu tomo as rédias das situações me comportando desse jeito.

Não é egoísmo
Eu só sei muito bem o que eu quero. E o que eu não quero também.
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