Eu sou uma pessoa cheia de manias. Cheia de hábitos.Cheia de péssimos hábitos.
Um deles é o de pensar. Já disse várias vezes que pensar demais faz mal à saúde, mas eu não sou o tipo de pessoa que segue os próprios conselhos.
Tudo na minha vida é pensado e repensado, tem que ser. Eu me sinto na grande obrigação de não fazer qualquer coisa por motivo nenhum. É como se meus neurônios fossem uma grande equipe de pessoas que calcula cada movimento, cada frase.
Mas o pior é pensar no que já passou. Às vezes eu paro e penso sobre minha vida toda.
Sabe? Pensar sobre sua vida toda? Imagino que não saiba.
Eu deito minha cabeça no travesseiro e simplesmente faço uma retrospectiva mental de tudo que eu ja vivi. E uow... eu tenho mesmo só 18 anos?
Minha pequena contradição de "eu tenho histórias demais pra um cara de 18 anos mas eu tenho poucas histórias pra um cara de 18 anos". Eu realmente não sei se isso é normal, achar que já viveu coisas demais.
Frequentemente eu repito que sou mais maduro do que eu deveria e menos do que eu queria.
O fato é que quando eu tenho essas devaneios eu percebo a quantidade de anos que eu já vivi e, espera... eu ainda tenho muitos mais pela frente!
Quantos gigas meu cérebro aguenta?
Salvador Dalí dizia que o tempo tinha a consistência de um queijo francês: mole. Escorre pelos dedos.
Se apertar demais vaza, se apertar de menos escorrega.
Okay, essa última parte fui eu que disse. Mas a parte do queijo foi o Dalí.
Às vezes eu tenho um pouco de medo na pessoa em que eu estou me tornando por conta de tantas coisas que eu já vivi. Sabe, medo de ficar velho, maduro e... chato.
Tenho dois grandes medos na vida: O de ficar realmente louco, e o de ficar chato.
Chato não pras pessoas, mas chato pra mim mesmo.
Por isso eu mudo. Mudo de opinião, mudo o jeito de ver o mundo, mudo de amigos, mudo de roupa.
Um dia eu paro.
Até!
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