segunda-feira, 17 de março de 2014

Isso não é um diálogo.


Às vezes eu me irrito comigo mesmo.
Eu estou bem num momento, e com o mudar da direção da brisa eu desabo. Caio forte, no fundo do poço.
Foto de: Ludovic Florent
Eu choro, eu ouço música romântica triste e o pior: não faço a mínima ideia do motivo de estar assim.

Digo pra mim mesmo "Okay, conversar com alguém que eu goste vai melhorar". Não. Eu sentimental demais sou uma máquina de chatice. Quero falar, mas ninguém nunca está disposto a ouvir tudo. Aí que eu acabo me doendo pelas coisas mais idiotas.
Não sei por que eu ainda me surpreendo que minha vida amorosa seja um desastre. Eu não sei nem lidar comigo mesmo, imagina com as outras pessoas?

Eu falo merda, falo o que não devia, pras pessoas que eu não devia. Mas eu juro, juro que não é de propósito.
Mas eu afasto as pessoas.
E nem espero menos, afinal, eu chego a ser insuportável, às vezes.
Sim, eu sou sentimental, sou uma caixinha de Pandora. Crio expectativas que 110% das vezes são maiores do que a realidade, consequentemente nunca se realizam.

E no fim do dia a paciência das pessoas acaba e o blog é o que me sobra.
Um post dramático assim nunca deveria ser escrito. Pior, um post assim nunca deveria ser lido.
Mas como eu disse, eu preciso falar e eu preciso ser ouvido. Será que vocês me entendem?
Eu não quero conversar, eu quero FALAR.

Pois, afinal, eu só quero alguém que nesses dias de ápice da psicose releve todos os meus defeitos e se lembre das minhas qualidades, assim como eu busco fazer com todas as outras pessoas, diariamente.
Eu sei que estou pedindo demais.
"Reciprocidade", é uma palavra tão difícil de ser colocada em prática quanto é difícil escrevê-la.

Eu tento 24h por dia ser uma pessoa madura, mas às vezes eu queria ficar no meu quarto e me sujar de tinta sem me preocupar. Tinta na pele, experiência mais que terapêutica, quase religiosa pra mim.
A esse ponto, se você está lendo até aqui, já deve estar me julgando, certamente.
"Ai esse menino, fez 18 anos ontem e ainda vive essas crises idiotas." "Mas esses jovens de hoje em dia não aguentam uma dificuldade".
Torça o nariz o quanto quiser, eu não ligo.
Quando Anita Malfatti fez sua primeira exposição no Brasil, todos torceram o nariz pra ela também.
E bem.... é da Anita Malfatti que estamos falando. Arte das boas. Hoje em dia ela é considerada uma artista maravilhosa (e realmente é).
Pararam de julgar e começaram a entrar em contato.

Uma vez meu psicólogo me disse que eu sou igual a Casa de Horrores dos parque de diversões. Muita gente adora o exterior, muita gente tem curiosidade mas... apenas um ou dois realmente tem coragem de entrar.

Aí eu me pergunto, quando vão parar de torcer o nariz pra começar a entrar em contato?
Quando vai brotar coragem pra entrar no desconhecido da casa de horrores Psicótica?

E eu acho que já é hora de parar de me importar se minha família vai gostar ou não com o que eu penso. E não.... EU NÃO PRECISO DO SEU CONFETE.


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